O Comité Nobel da Noruega decidiu atribuir o Prémio Nobel da Paz para 2006 a Muhammad Yunus e ao Banco Grameen
17-10-2006 :: No seu anúncio, o Comité Nobel declara que “o Prémio Nobel da Paz para 2006 vai ser dividido em duas partes iguais, por Muhammad Yunus e pelo Banco Grameen pelos seus esforços para criar desenvolvimento económico e social a partir das bases. Uma paz duradoura não poderá ser alcançada até que grandes faixas da população encontrem maneiras de erradicar a pobreza. O microcrédito é uma dessas maneiras. O desenvolvimento a partir das bases também serve para fazer avançar a democracia e os direitos humanos.”
O Primeiro Ministro da Noruega Jens Stoltenberg felicita Muhammad Yunus e o Banco Grameen do Bangladesh aos quais foi atribuído o Nobel da Paz 2006. “Durante 30 anos eles concederam empréstimos aos pobres, em particular a mulheres, dando-lhes a possibilidade de iniciarem novos empreendimentos e assim conseguirem sair da pobreza.”, disse o Primeiro Ministro.
“Estou muito satisfeito por o Comité Nobel da Noruega ter prestado homenagem ao Professor Muhammad Yunus e ao Banco Grameen,” disse o Ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros Jonas Gahr Støre. “Eles deram ajuda concreta terra-a-terra que possibilitou a milhões de pessoas sairem da pobreza. O Banco Grameen é um dos mais importantes exemplos de sucesso na assistência ao desenvolvimento. Criou um modelo de microcrédito que tem estado a ser copiado em todo o mundo.”
“Este é um contributo extremamente criativo para o debate sobre o desenvolvimento. É óbvio que melhorar as condições de vida é um factor importante para a criação da paz. Por isso estou muito satisfeito por o Comité Nobel estar a direccionar o seu enfoque para este assunto. O microcrédito é algo a que este governo atribui prioridade – e atribuirá ainda maior prioridade no futuro,” disse o Ministro norueguês para o Desenvolvimento Internacional Erik Solheim.
O Banco Grameen está representado em todo o Bangladesh, e 97 por cento do total dos 6 milhões que pedem empréstimos são mulheres. O seu modelo de empréstimo baseia-se no respeito e confiança nas capacidades destas mulheres pobres e na sua habilidade de criar um melhor futuro para si próprias desde que lhes seja dada uma oportunidade. Trata-se de um conceito que está a fazer impacto em muito lugares.
A Noruega concedeu 400 milhões de coroas norueguesas ao Banco Grameen num período de 10 anos. Foi um dos primeiros países a acreditar nesse conceito e atribuíu fundos ao banco até que ele foi capaz de se suster nos próprios pés.
Ministério dos Negócios Estrangeiros