A Noruega aumentou a sua contribuição económica destinada a combater o desflorestamento em países em desenvolvimento. O governo vai proporcionar três mil coroas norueguesas por ano como parte do seu esforço para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
17-12-2007 :: A estratégia da Noruega no trabalho contra o desflorestamento em países em desenvolvimento foi apresentada durante a Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas realizada em Bali. As emissões oriundas do desflorestamento não estão reguladas actualmente pela Convenção sobre as Alterações Climáticas, nem pelo Protocolo de Quioto.
Redução das emissões de gases de efeito estufa
”Uma iniciativa nesta área durante os próximos anos é capaz de resultar num abrandamento significativo das emissões globais, num período no qual o mundo procura instaurar uma convenção nova sobre as alterações climáticas, de maior alcance”, afirmou o Ministro norueguês de Ambiente e Desenvolvimento Internacional, Erik Solheim.
20% das emissões globais de CO2
Actualmente o desflorestamento em países em desenvolvimento causa emissões de gases de efeito estufa equivalentes a 20% das emissões globais de CO2. Portanto, reduzir o desflorestamento é crucial não somente em relação às alterações climátias como também para manter a biodiversidade e assegurar o nível de vida das pessoas.
Rumo à Convenção das Alterações Climáticas de 2009
Para relizar a meta norueguesa de impedir que a temperatura global aumente mais de 2 graus centígrados, o país empenhar-se-á no sentido de incluir reduções obrigatórias de emissões resultantes do desfloramento num regime global das alterações climáticas para o período posterior a 2012. A Noruega apoia a adopção de um acordo que instaure esse regime na próxima cimeira sobre alterações climáticas que será realizada em Copenhague em 2009.

Mozambique. Desfloramento é um problema frave nesta região, contribuindo para reforar os efeitos negativos das secas. Foto: WFP/ Brenda Barton.
Norwegian Ministry of Foreign Affairs