As alterações climáticas não somente constituem uma ameaça para o meio ambiente, como também põem em perigo a paz internacional. A Noruega vê as mudanças climáticas num contexto mais amplo, sob a temática do desenvolvimento.
04-12-2007 :: “Boa parte dos países mais afectados pelas alterações climáticas são ao mesmo tempo os menos preparados para enfrentar os desafios. Em alguns países são practicamente inexistentes os sistemas e as instituições necessários no combate aos desafios e às crises vinculados às mudanças climáticas,” disse o Ministro norueguês da Cooperação Internacional, Erik Solheim, durante o lançamento do Relatório do Desenvolvimento Humano (RDH) para 2007 da Organização das Nações Unidas, em Novembro.
O relatório anual da ONU, cujo título para 2007 é “Combater as alterações climáticas; Solidariedade humana num mundo dividido”, enfoca a dimensão humana na luta contra as mudanças climáticas.

Fotografia tirada en Bangladesh. Photo: Scanpix.
-Os países ricos devem assumir responsabilidades
Os países em desenvolvimento exigem que os países ricos assumam uma responsabilidade particular no combate às alterações climáticas. Não é possível negar aos países pobres a participação no crescimento económico. Para que a população desses países possa melhorar o seu nível de vida duma forma que leva em consideração os impactos no meio ambiente, é necessário que os países ricos contribuam com tecnologia, espalhem conhecimento e proporcionem recursos para combater as alterações climáticas, implementando políticas activas sobre a materia no plano nacional ao mesmo tempo.
-Uma janela para a cooperação internacional
"A classe política tem seguido uma linha demasiadamente passiva no proseguimento da Conferência do Rio [Conferência Quadro da ONU sobre as alterações climáticas (UNFCCC), realizada em 1992]. 2007 foi um ano em que o mundo inteiro tomou consciência do tema e temos agora uma oportunidade excepcional de pôr idéias em práctica. A capacidade de acção actual da humanidade frente aos desafios climáticos é inédita na história do ser humano. Agora só precisamos de vontade política,” frisa Solheim.

“Os países em desenvolvimento exigem que os países ricos asumam uma responsabilidade particular no combate às alterações climáticas”, declarou Solheim. Foto: WFP/ John Wreford.
Os objectivos noruegueses relativamente ao clima
A Noruega comprometeu-se a cumprir metas climáticas ambiciosas durante os próximos anos. O governo prometeu reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa num montante equivalente a 100% das emissões próprias antes de 2050, e até 2020 o país comprometeu-se a uma redução global equivalente a 30% das emissões norueguesas de 1990. Alem disso, a Noruega tenciona ultrapassar em 10% os seus compromissos de Kyoto. Durante a Conferência da ONU sobre alterações climáticas, a ser realizada em Bali do dia 3 a dia 14 de Dezembro de 2007, a Noruega exigirá que os demais países industrializados assumam compromissos parecidos.
Investigação da ONU sobre condições de vida
O Relatório do Desenvolvimento Humano é conhecido principalmente pelo seu Índice de Desenvolvimento Humano, no qual 177 países são medidos em termos de rendimento, nível de educação e expectativa de vida. A Noruega é o país com maior grau de estabilidade, com uma alta pontuação no Índice.

Gelo a derreter em Svalbard. Foto: Scanpix.
Norwegian Ministry of Foreign Affairs