Espectros
Personagens de Espectros
Sr.ª Helene Alving, viúva do Capitão (e Tesoureiro Municipal) Alving
Oswald Alving, o filho, um artista
O Pastor Manders
Jacob Engstrand, um carpinteiro
Regine Engstrand, a serviço da Sr.ª Alving
Fonte: The Oxford Ibsen, Volume V, Oxford University Press 196
Resumo da obra
A Sr.ª Helene Alving é viúva do Capitão Alving, antigo Tesoureiro Municipal de Rosenvold – um homem muito estimado na comunidade. O casamento foi infeliz para a Sr.ª Alving, mas ela tudo fez para esconder o facto de o marido ser um alcoólico que gozava de uma vida depravada na mansão. Alving tinha uma filha, Regine, de uma criada da casa, e um filho, Osvald, da esposa. Regine é agora criada da Sr.ª Alving, ao passo que Osvald foi enviado em criança para o estrangeiro com o fim de ser protegido do ambiente familiar. Regine pensa que é filha de Engstrand, um carpinteiro que se encontra a acabar um trabalho num lar para crianças a inaugurar no dia seguinte em memória do Capitão Alving. Depois disto, Engstrand quer levar Regine para a cidade vizinha com o intuito de o ajudar a abrir uma taberna para marinheiros. Regine e a Sr.ª Alving estão ambas contra. Regine imagina que poderá ir para Paris com Osvald, agora um pintor vindo de Paris, que regressou a casa com o propósito de estar presente na inauguração do lar para crianças.
Manders, um clérigo que é responsável pelo financiamento do lar, veio igualmente para a inauguração. Quando jovem, a Sr.ª Alving esteve apaixonada por Manders e queria deixar o marido por ele, mas Manders rejeitara-a e mandara-a de volta a casa.
Na noite anterior à cerimónia, o lar em memória do Capitão Alving é destruído pelas chamas. Manders insistira que o lar não devia ser sujeito a seguro, tendo agora receio pela sua reputação como eclesiástico e gestor financeiro. Chega a um acordo secreto com Engstrand, segundo o qual este assumirá a culpa pelo incêndio em troca da transferência dos fundos para gestão do lar para investimento no planeado «lar para marinheiros», na cidade.
Osvald conta à mãe que sofre de sífilis, que pensa ter contraído como resultado da vida boémia que levava em Paris. Tem medo de se tornar num inválido e espera que Regine esteja disposta a ajudá-lo a tomar uma overdose de morfina na fase final da doença. Porém, quando Regine se apercebe de que ele se encontra doente e de que é, na verdade, seu meio-irmão, abandona Rosenlund para fazer a sua vida na cidade. A Sr.ª Alving conta a Osvald qual a verdadeira natureza do pai, revelando-lhe que ele herdou a doença do pai. Cabe-lhe agora a ela decidir se é capaz de dar ao filho uma overdose de morfina. A peça termina com o nascer do sol e com Osvald a sucumbir à fase final da sua doença.
Fonte: Merete Morken Andersen, Ibsenhåndboken, Gyldendal Norsk Forlag, 1995