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Meio Empresarial

Seminários Empresariais

Por ocasião da Visita de Estado a Portugal de Suas Majestades o Rei Harald V e a Rainha Sonja, realizar-se-ão em Lisboa, a 28 de Maio, no Hotel Pestana Palace, três Seminários Empresariais ; "O Futuro dos Serviços Públicos Online na Noruega e em Portugal ", "Energias renovaveis- A energia do vento e das ondas" e "Seminário sobre Pescas Sustentáveis".

21-05-2008 ::  

O Futuro dos Serviços Públicos Online na Noruega e em Portugal

O eGovernment é uma área que se reveste hoje de extrema importância e assume papel de relevo na agenda política. A Noruega é, desde há muito, um dos principais precursores na utilização das tecnologias de informação e na sua difusão enquanto ferramentas para potenciar o acesso dos cidadãos e das empresas a serviços públicos mais próximos, mais fáceis de utilizar e mais céleres.

Também Portugal tem dado passos firmes e importantes na sua afirmação como um dos países mais avançados e desenvolvidos na UE na disponibilização de serviços públicos on-line, tanto ao nível da sofisticação como variedade dos mesmos.
 
Portugal e a Noruega são exemplos a seguir em termos de boas práticas na área do eGovernment, como demonstram os seus posicionamentos e crescimento nos diversos rankings internacionais. Os esforços de ambos os países têm sido traduzidos em ganhos de eficiência administrativa, no melhoramento da qualidade dos serviços públicos digitais e na modernização dos serviços governamentais.

Este seminário visa apresentar e debater a situação actual e futura das soluções de eGovernment em ambos os países, promover a troca de experiências, identificar os maiores desafios que se colocam nesta área e dar a conhecer os casos de maior sucesso na Noruega e em Portugal.

Energias renovaveis
A energia do vento e das ondas

A Noruega é observada com respeito e admiração como um país que, sendo produtor de petróleo, está igualmente empenhado em aumentar a sua produção de energia através de fontes renováveis e contribuir assim na redução do consumo de combustíveis fósseis. O governo Norueguês comprometeu-se a reduzir até 2050, as emissões globais de gases de efeito de estufa equivalente a 100% das emissões próprias. Tornar-se-à assim um país carbono zero.

Tal como Portugal, a Noruega produz já uma quantidade importante de energia renovável através das suas centrais hídricas de larga escala. O potencial de vento e ondas ao longo da sua costa é igualmente importante para o aproveitamento destas fontes de energia, e novamente aqui vemos semelhanças com Portugal.

Portugal tem vindo a aprovar nos últimos anos uma série de medidas de incentivo à produção de energia através de fontes renováveis, e desde 2005 tem sido um dos países da UE com maior crescimento na produção de energia eólica. As metas do governo relativamente aos compromissos do Protocolo de Kyoto são igualmente ambiciosas e para cumprimento desses objectivos é necessário motivar as empresas nacionais e captar investimento estrangeiro no desenvolvimento de novas tecnologias.

Portugal e a Noruega poderão beneficiar das condições geográficas idênticas que permitem o desenvolvimento de investigação e tecnologias conjuntas.

Este seminário focará aspectos políticos e estratégicos do sector das Energias Renováveis, bem como a cooperação a nível de investigação e desenvolvimento, a avaliação e os desafios das novas tecnologias.

Seminário sobre Pescas Sustentáveis

A Noruega conseguiu inverter a tendência de adversidade que se abatia sobre o bacalhau. Após anos a fio em que as quotas de pesca diminuíam, em 2008, a pesca do bacalhau viu um ligeiro aumento nas suas quantidades. Os bancos de bacalhau do Árctico apresentam agora sinais de recuperação.

Há mais de 20 anos, que as autoridades norueguesas iniciaram uma série de medidas, que visam proteger não só as espécies marinhas mas também a comunidade de pescadores. Se internamente as medidas foram rapidamente compreendidas, externamente, foi e tem sido necessário, um esforço continuado para mostrar as evidências dos caminhos arriscados que se seguiam, não acautelando a pesca excessiva ou fechando os olhos a pequenas ilegalidades. Caminhos, que assumiam já a dimensão de tragédia.

É preciso não esquecer, que a zona Árctica é o «berço» do peixe que alimenta a Europa. E é aí que se trava uma verdadeira batalha pela defesa do bacalhau. Com o esforço interno e externo, a Noruega conseguiu criar as condições para travar a loucura da exploração desenfreada de recursos pesqueiros naquela zona. Portugal, como país que, em todo o mundo, mais aprecia bacalhau, deu passos decisivos ao lado da Noruega, para que a pesca desenfreada no Mar de Barents tivesse fim. Agora, ao fim destes anos inseguros, o bacalhau parece ter encontrado, para já, estabilidade.

Esta conferência, vai tentar responder a várias perguntas, apontando exemplos que estão a ser seguidos por várias organizações internacionais, ouvindo investigadores e até os vigilantes das águas do Árctico. Para se tentar entender qual será o futuro das pescas.

 

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