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3º Workshop do projecto Rede do Património do Xisto

 Date:18-04-2008

A Rede das Aldeias do Xisto, no âmbito do projecto Rede do Património do Xisto, vai organizar o 2º Simpósio em Figueira, no concelho de Proença-a-Nova. Encerra-se assim mais um work-shop que reforça a aposta estratégia na qualifi-cação de “artesãos do património”, altamente especializados e habilitados a lidar com a preser-vação da herança cultural.

16-04-2008 ::

Vai realizar-se no dia 18 de Abril, na Aldeia do Xisto de Figueira, no concelho de Proença-a-Nova, o Simpósio que encerra o 3º Workshop do projecto Rede do Património do Xisto, que juntou durante três semanas artesãos portugueses e noruegueses naquela Aldeia.

 

O programa do Simpósio é o seguinte:

9:30h – Sessão de Abertura

Dr. João Paulo Marçal Lopes Catarino, Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova

10h – Inventariar o Património na Paisagem Cultural – uma acção urgente

Dr.ª Elisa Pinheiro, Directora do Museu de Lanifícios da Covilhã e Docente da Universidade da Beira Interior

11h – Apresentação dos trabalhos desenvolvidos em contexto de obra, no âmbito do 3º Workshop

- Dr.ª Maria do Céu Baptista, Liaison Officer

- Kolbjørn Vegar – Chefe de Obra

12:30h – Debate

12:45h – Resultado das reformulações da 1ª Fase de Candidaturas Rede do Património do Xisto Arq. Ana Cunha, Pinus Verde

13h – Almoço, seguido de visita acompanhada à obra Princípios que regem o “artesão do património”

 

Este workshop veio reforçar a aposta estratégica que, através deste projecto internacional, a Rede das Aldeias do Xisto tem vindo a fazer na qualificação de “artesãos do património”, altamente qualificados e habilitados a lidar com a preservação do património construído que se assuma como herança cultural do país. Segundo a prática em vigor na cidade de Røros, na Noruega, Património da Humanidade da UNESCO, os princípios que regem a acção do “artesão do património são os seguintes:

 

1. Realizar o mínimo possível de substituições;

2. Qualquer substituição necessária deve ter o mínimo impacto possível no resto do edifício;

3. A reparação não deve ser levada a cabo se a vida útil dos elementos estruturais for demasiado curta;

4. A substituição deve basear-se na compreensão e apreço das artes e ofícios tradicionais. As superfícies visíveis e a expressão dos elementos devem manter as mesmas características dos elementos substituídos;

5. O material original deve ser cuidadosamente examinado e qualquer substituição deve ter idêntica qualidade;

6. Sempre que seja necessário reforçar estruturas, a adição de novos elementos é preferível a qualquer alteração estrutural;

7. Substituições, alterações e adições devem ser documentadas com a ajuda de fotografias, desenhos e descrições escritas.

 

A Pinus Verde- Associação de Desenvolvimento, enquanto entidade promotora da Rede das Aldeias do Xisto, está a implementar um projecto internacional em parceria com o

Museu de Røros, uma cidade classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, na Noruega. O projecto, candidatado e aprovado no âmbito do mecanismo financeiro EEA Grants, baseia-se numa transferência de conhecimentos entre os artesãos noruegueses e portugueses

 

Dia 18 de Abril, em Figueira - Proença-a-Nova 2º Simpósio da Rede do Património do Xisto reforça importância dos “artesãos do património” tendo como base a recuperação de edifícios (num total de 80) nas Aldeias do Xisto, de acordo com a filosofia de preservação

do património implementada em Røros. A metodologia do projecto assenta na realização de vários workshops práticos nas Aldeias do Xisto, que incluem obras em edifícios  seleccionados levadas a cabo por artesãos noruegueses e portugueses. No próximo dia 18 de Abril, os artesãos noruegueses e portugueses, que têm trabalhado em conjunto na recuperação e preservação do património rural das Aldeias do Xisto, abrem as portas do workshop ao público para explicar uma nova filosofia que começa a surgir na Região Centro.De referir que esta abordagem ao património construído rege-se pelos princípios e técnicas ancestrais de construção e metodologias antigas, o que tem representado um reviver de velhas tradições e um renovar da auto-estima dos antigos “mestres” carpinteiros e pedreiros, aqui encarados como os verdadeiros portadores do saber.

 

As Aldeias do Xisto são constituídas por 24 aldeias distribuídas por 14 Municípios do Pinhal Interior, na Região Centro de Portugal num território de enorme beleza e que oferece

infinitas possibilidades de lazer. Ao longo dos últimos anos,os 24 núcleos foram alvo de um

programa de requalificação que permitiu às aldeias adquirir potencial humano de desenvolvimento, transformando-se em pólos de atracção turística dinâmicos que permitem a criação de uma nova base económica que passa, nomeadamente, pela recuperação das tradições, pela valorização do património arquitectónico construído, pela dinamização das

artes e ofícios tradicionais e pela defesa e preservação da paisagem em que se enquadram. Este importante trabalho nunca perdeu de vista aquilo que era o seu principal objectivo:

melhorar a qualidade de vida das populações das aldeias, elevando os seus níveis de auto-estima, qualificando o seu tecido social e agregando-as num processo participativo

de desenvolvimento que é, antes de mais, seu. Aldeias do Xisto. A descoberta começa aqui.

 



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