Na Ceremónia de Inauguração no Largo Espírito Santo em Bucelas estiveram presentes o Secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, Dr. Marcos Perestrello, o Chefe do Estado-Maior do Exército, José Luís Pinto Ramalho, a Embaixadora da Noruega, Dr.ª Inga Magistad e o Presidente da Câmara Municipal de Loures, Eng° Carlos Teixeira.
O projecto das Linhas de Torres foi financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, EEA-grants.
Circuito Alrota/Arpim. Foto: Anja Svendsen Østgård
A história das Linhas de Torres
Considerando a importância estratégica do Tejo e da capital, o exército anglo-luso organizou a sua defesa contra as sucessivas ameaças francesas, optando pela construção de um sistema defensivo de campo, assente na geomorfologia do território a norte de Lisboa. Foram criadas duas linhas defensivas com o propósito estratégico de controlar os principais eixos de cominicação e de penetração do exército inimigo.
O conjunto patrimonial, construído no início do séc. XIX e composto por obras militares, é designado por Linhas de Defesa de Lisboa, ou, como é mais conhecido, por Linhas de Torres Vedras, e tinha como objectivo defender a capital do avanço dos exércitos invasores franceses. Tratou-se de um plano estratégico que figura como referência mundial ao nível da arquitectura e das estratégias militares.
Desde Outubro de 2006, os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira constituíram-se numa Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres (PILT), cujos principais objectivos são: a gestão integrada do conjunto patrimonial das referidas Linhas de Torres, definindo critérios comuns e boas práticas; a implementação de um produto cultural-turístico de qualidade, designado como Rota Histórica das Linhas de Torres, e as Comemorações do Bicentário da Construção das Linhas de Torres.
Assinatura do livro de Honra da Embaixadora da Noruega, Inga Magistad. Foto: Anja Svendsen Østgård