“É extremamente triste assistir a situação trágica no Haiti. As necessidades serão enormes nas semanas e meses que se aproximam”, disse Ministro do Ambiente e do Desenvolvimento Erik Solheim. Na semana passada, Cuba e a Noruega assinaram um acordo de 5 mihões de coroas para o apoio na área da saúde no Haiti, depois do sismo desastroso.
A Noruega quer contribuir no trabalho essencial que está a ser feito pelos médicos cubanos no Haiti. O dinheiro será utilizado para comprar equipamentos e remédios essenciais para auxiliar o trabalho dos médicos cubanos, explica Erik Solheim.
Durante muitos anos, Cuba tem cumprido um papel importante no Haiti, no que diz respeito à assistência na área de saúde. Mais de 500 médicos haitianos obtiveram a sua licenciatura em medicina, sem encargos, em Cuba. Quando o sismo ocorreu, já viviam mais de 330 médicos cubanos no Haiti. Estes começaram imediatamente a dar assistência médica às vítimas do desastre. Já no dia seguinte ao sismo, chegaram mais médicos cubanos ao Haiti. Muitos destes médicos têm experiência de outras situações semelhantes, como por exemplo no Paquistão e na China. “Médicos e outros profissionais de saúde estão a trabalhar sob condições extremas no Haiti. A cooperação entre Cuba e a Noruega irá facilitar a continuação dos esforços para salvar vidas, disse Solheim.
O apoio humanitário da Noruega ao Haiti será duplicado até 200 milhões coroas.
“As vítimas no Haiti ainda precisam de nossa ajuda. Até agora o UN recebeu apenas a metade do que é necessário. Por isso duplicamos a contribuição norueguesa para ajuda humanitária ao Haiti”, disse o Primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg.
“O trabalho está em plena acção e muitas pessoas já estão a receber ajuda. Mas é necessário manter o apoio, para que todas as vítimas recebam ajuda”, disse Stoltenberg.
O aumento da contribuição em 100 milhões coroas será canalizado através da UN, da Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias. Entre outros, a Noruega apoia o trabalho do Unicef, do Alto-comissário dos Direitos Humanos, do UNHCR e do UNFPA
O.