Foto: Jens Henrik Nybo / Innovation Norway Foto: Jens Henrik Nybo / Innovation Norway

Postura da Noruega – uma política climática vinculativa

11/12/2009 // Visando alcançar consenso sobre um novo acordo global do clima em Copenhaga, em Dezembro de 2009, a Noruega desempenha papel activo nas negociações internacionais sobre o clima. Aqui seguem mais detalhes sobre as prioridades norueguesas.

O Governo norueguês determinou que o país deve ser pioneiro na área da política ambiental, portanto a Noruega está a promover um acordo internacional mais abrangente e ambicioso sobre o clima para o período que se segue à primeira fase de cumprimento do Protocolo de Quioto (2008-2012). A Noruega deverá honrar os seus compromissos actuais e reduzir as emissões de gases de efeito estufa tanto nacional quanto internacionalmente.

Cimeira de Copenhaga decisiva
– Começou a contagem regressiva para a Cimeira de Copenhaga. Se pretendermos ter o aquecimento global sob controlo é decisivo que os líderes mundiais tenham êxito na articulação de um novo acordo global sobre o clima – diz o ministro norueguês do Ambiente e Desenvolvimento, Erik Solheim. Já vemos sinais de como as mudanças climáticas podem ter consequências graves para a humanidade, por exemplo, em forma de secas, inundações e ciclones violentos.

Aumento máximo de dois graus na temperatura
Do ponto de vista norueguês, é importante estabelecer metas concretas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A Noruega favorece um consenso internacional sobre o aumento máximo de dois graus na temperatura média mundial em relação ao nível pré-industrial. A fim de atingir o objectivo, as emissões globais precisam ser reduzidas em até 85 por cento antes de 2050. Até 2020, a Noruega fará uma redução nas suas emissões globais de gases efeito estufa que equivalerá a 30 por cento das suas emissões em 1990.

Novo mecanismo de financiamento
Num sistema de comércio internacional de quotas ambientais, o leilão de quotas de emissão constitui uma potencial fonte de renda. A Noruega sugere que parte das quotas dum novo acordo sobre o clima deverá ser leiloada internacionalmente, para que os rendimentos possam cobrir a necessidade de financiamento sob um novo acordo.

Redução das emissões oriundas de desflorestação
Num novo acordo sobre o clima, a Noruega quer incluir as emissões de gases de efeito estufa provenientes de desflorestação e degradação florestal em países em desenvolvimento (REDD), de modo que o acordo dê incentivos para a redução de tais emissões. Portanto, a Noruega sugeriu um mecanismo florestal específico. 

Emissões do transporte marítimo e aéreo
A emissão de gases de efeito estufa proveniente do transporte marítimo e aéreo internacional subiu em 50 por cento desde 1997, mas não é regida pelos actuais compromissos de emissões da Convenção do Clima da ONU/Protocolo de Quioto. Estes sectores, que anualmente emitem cerca de 1,35 biliões de toneladas de CO2, deverão ser incluídos num futuro acordo global sobre o clima. A Noruega deseja que o acordo de Copenhaga também estabeleça o nível de ambição para a redução das emissões desses sectores.

Captura e armazenamento de carbono (CCS)
– Sem dúvida, a transição para uma sociedade de baixo consumo de carbono vai exigir um grande empenho na área de investigação, desenvolvimento e introdução de fontes renováveis de energia e eficiência energética – diz o primeiro-ministro da Noruega Jens Stoltenberg.

No entanto, deve-se esperar que combustíveis fósseis, incluindo o carvão, serão usados por muitas décadas ainda. Por isso, a Noruega promove acordos internacionais sobre o clima que incentivem o desenvolvimento e a difusão de tecnologias para captura e armazenamento de carbono. 

Mudanças climáticas nas zonas polares
O Árctico e a Antárctida são de grande importância para a evolução do sistema climático da Terra. Diante disso, a Noruega empenha-se para que haja uma monitorização rigorosa das regiões polares, de modo que as mudanças nessas regiões possam contribuir para melhores decisões em relação ao clima.


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